Professor Antonio Luiz Mendes de Almeida (1937 / 2012)

Nasceu em 05 de abril de 1937, na cidade do Rio Janeiro, na qual veio a falecer no dia 28 de novembro de 2012.

 

Era Advogado - (PUC) 11.325 OAB (1958), Administrador de Empresas - 3133 CRA (1963), Jornalista e Músico. Antes de tudo foi um educador visionário, pioneiro do ensino a distância e defensor feroz do ensino técnico e da qualidade educacional brasileira.

 

O professor Antonio Luiz trazia uma valiosa contribuição ao debate educacional com suas opiniões corajosas e provocadoras, retalhos do cotidiano educacional que nos permitiam o acompanhamento dos fatos, decisões, movimentos que pontilhavam nosso ensino, com estilo enxuto, preciso, ferino e ao mesmo tempo bem-humorado, em saborosa mistura. O professor dissertava sobre os variados problemas educacionais, a incompetência e empáfia das autoridades, as falsas proposições, a hipocrisia da sociedade, temas que compuseram o caleidoscópio de suas preocupações constantes. Sua meta era a educação qualificada para todos, sem distinção entre escola pública e privada, e o reconhecimento do papel fundamental que a educação deveria desempenhar no desenvolvimento das nações, principalmente, a profissionalização do ensino médio.

 

Por mais de cinquenta anos o professor Antonio Luiz viveu dentro de um estabelecimento de ensino dividindo a prática do magistério com a da administração, firmando-se como um educador sério que em nenhuma hipótese barganhava suas convicções, não cortejava autoridades, preferia a guerrilha solitária. Oferecia-se ao debate “sem cartas na manga”, “não recuava, não se rendia”. Sempre foi defensor da ética mais apache bem como dos valores da Universidade Candido Mendes, sua grande paixão. As portas do seu gabinete, de Vice- Presidente da ASBI e Vice-Reitor da UCAM, sempre estiveram abertas à toda comunidade acadêmica, igualando a todos no mesmo diálogo sincero.

 

Seu sorriso franco, a generosidade que habitava em seus gestos e o seu intenso e profundo olhar azul, sempre serão patrimônios de nossa casa. Sua presença terna e contundente permanece atenta nos velhos corredores assim como nas novas unidades. A firmeza do seu caráter, a inovação de suas ideias e sua dedicação absoluta a qualidade de um ensino verdadeiro para todos continuará a guiar os rumos da centenária SBI.

 

O Professor Antonio Luiz exerceu as seguintes funções:

 

Sócio Mantenedor da Sociedade Brasileira de Instrução de 1961 a 2012;

 

Foi professor de ensino médio e superior (Português e Direito Administrativo);

 

Procurador Federal;

 

Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Instrução (de 1963 a 2012) e Vice-Reitor da Universidade Candido Mendes (de 1997 a 2012);

 

Foi agraciado com a Medalha Tiradentes e título de Grande Benemérito do Estado do Rio de Janeiro em 1994;

 

Foi Pioneiro na introdução do videocassete no Brasil, em 1973, o embrião do Ensino a distância, bem como do uso da televisão em sala de aula (1971);

 

Personalidade Educacional em 2005;

 

Fundador do Coral da Universidade Candido Mendes;

 

Autor de dezenove livros (educacionais e romances):

 

•“Gramática? Já Era...” (Com desenhos de Luiz Sá)(1970). Pioneira na introdução da linguagem dos quadrinhos como instrumento da didática, com desenhos de Luíz Sá.

 

•TV: A educação de nosso tempo (1971)

 

•“Reforma do Ensino: A Hora Crítica da Educação” (1973). Análise da Lei 5692/71 que reformulou o ensino profissionalizante.

 

•“Atenciosamente” (1984). Manual de redação comercial e oficial, ilustrado e com normas práticas e objetivas.

 

•“Saudações Universitárias” (1987). Romance que descreve os bastidores de uma faculdade, as tramas geradas pelos interesses diversos de direção, professores, funcionários e alunos.

 

•“O Diabo Vota em Mim” (1994). Romance que relata os ingredientes nada ortodoxos de uma campanha para deputado. Corrupção, favores, alianças, traições. Foi um livro que profetizou as fraudes da eleição do ano.

 

•“Escola Cruel” (1994). Coletânea de artigos publicados na imprensa sobre os problemas educacionais e sociais.

 

•“Uma Vez Flamengo” (1995). Romance que descreve as agruras de um torcedor, o ambiente do clube e entre os jogadores, as manobras espertas na semana da decisão de um campeonato estadual.

 

•“O Papa na Mira” (1997). Romance policial polêmico que constrói história da possibilidade de um sequestro de João Paulo II em sua visita ao Rio de Janeiro. O livro serviu de alerta às autoridades policiais.

 

•“Sem giz, sem esperança” (1998) - a crise da educação de Itamar a FHC”. Segunda coletânea de artigos publicados na imprensa sobre problemas educacionais e sociais.

 

•“Na batida do surdo” (1999). Romance urbano que revela o interior de uma escola de samba, seus problemas e aspirações, a convivência entre a comunidade trabalhadora e humilde com o crime organizado.

 

•“Educação sem rótulos” (1999). Terceira coletânea de artigos publicados na imprensa sobre problemas educacionais e sociais.

 

•“Rumos e desvios da Educação” (2001). Quarta coletânea de artigos publicados na imprensa sobre problemas educacionais e sociais.

 

•“Nem tambores nem cornetas” (2002). Vinte contos, histórias verossímeis, surpreendentes e humanas.

 

•“Educação: Truques velhos, palavras gastas” (2003). Quinta coletânea de artigos publicados na imprensa sobre problemas educacionais e sociais.

 

•“À procura do amanhã”. Sexta coletânea de artigos publicados na imprensa sobre problemas educacionais e sociais.

 

•“Educação – A espera aflita”. Sétima coletânea de artigos publicados na imprensa sobre problemas educacionais e sociais.

 

•“Educação pelo avesso”. Oitava coletânea de artigos publicados na imprensa sobre problemas educacionais (2008 a 2010)

 

•“Educação - à busca do rumo”

 

E mais de 3.000 artigos publicados semanalmente em jornais do Rio de Janeiro, como a Folha Dirigida, por 49 anos, sobre educação e questões sociais.

 

Palestrante em seminários sobre ensino profissionalizante e educação.

 

Flamenguista.

 

Esposo, Pai e Avô devotado, seus três filhos são professores com doutorado com atuação em diversas áreas do saber; deixou sua marca de amor à justiça, compromisso com a educação de qualidade e o sentido maior da honra e da firmeza de caráter.

 

“RECUAR NUNCA, RENDER-SE JAMAIS”

 

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